09 nov, 2008
A critica da semana com a periodicidade indefinida: Quantum of Solace
Posted by: Raul In: Divertirama
Segue a tradicional critica da semana com periodicidade qualquer:
Quantum of Solace: UM PUTA FILME, ao contrario das criticas que li por ai. Mas há uma mudança nem um pouco sutil no James Bond. Ele deixou de ser aquele inglês charmoso, sempre pronto para uma piadinha ou uma rapidinha.
O novo James Bond encontrou com Jason Bourne em algum ponto do universo e aprendeu a brigar fisicamente. Aprendeu a demonstrar alguma emoção enquanto mata em nome da Rainha. Talvez tenha aprendido a amarrar os sapatos.
Esqueça o relógio Omega com raios laser, cabo de aço e saca-rolhas. Esqueça as BMW com lança-chamas, lança-foguetes e lança-perfume. A única coisa que ficou dessa época foram os ternos bem cortados.
Como diria a noiva: Esse é um conto de vingança sanguinária. O filme começa logo apos o final de Casino Royale, com Bond levando o Mr. White (cães de aluguel?) para ser interrogado pela M e o pessoal do MI6 na Itália. Mas como toda abertura de filme de James Bond que se preze, é uma incrível seqüência de ação, uma perseguição automobilística onde ele já destrói um Aston Martin DBS. Dá gosto de ver a cena mas dá uma puta pena do carro.
Enfim… isso o leva ao Haiti, onde ele conhece a Bond Girl (que é linda de morrer, mas que ele não come!!) que por acaso tem uma agenda de vingança também. Lá ele conhece o CEO de uma transnacional de Utilities que tem como objetivo… controlar todos os utilities possíveis e está preparando um golpe contra o governo boliviano, para tirar um presidente socialista do poder e entregar para um general “solidário” com a empresa. Isso claro com o apoio da CIA, pois a eles interessa um presidente socialista a menos. Claro que apos dar a volta e meia pelo mundo, deixar uma trilha de sangue pelo caminho e comer uma coadjuvante (ninguém é de ferro, e era uma belíssima coadjuvante) ele neutraliza essa ameaça. Mas isso não é o objetivo dele… só o meio de encontrar o ex-namorado da Vésper e fazê-lo sofrer e muito.
Uma cena simplesmente incrível: Quando ele esta na Áustria, na ópera Tosca e rola um monte de violência ao som da ópera… se aquilo não é cinema “de arte”, macacos mancos me mordam.
Outra coisa que me deixou de boca aberta foi o uso de algo que pode ser MS Surface ou algo parecido… nas mesas, paredes, mictórios… eles tinham a interface em todos os lugares!!!
Enfim, esse cruzamento de 007 com o desmemoriado Bourne esta fazendo muito bem a franquia. Assim como o diretor, que jamais imaginaria que rodaria cenas de ação extrema com tal competência, devido ao background dele em filmes mais “de arte”.
Altamente recomendado. Se alguém falar “a critica foi morna” manda a merda. Trailer abaixo.

