Não vou falar de BBB. Não vou falar sobre vídeos que podem ou não comprovar algo.
O que eu vou falar é sobre como alguns conceitos são extremamente elásticos na cabeça das pessoas.
Primeiramente as pessoas se fiaram à palavra estupro e desfiaram conceitos jurídicos sobre o que é, para tirar razão da patuléia em chamas que clamava por justiça. Pois claro, é mais importante se mostrar certo que levar em conta que as pessoas se apegam a palavra mais forte que ilustra o que ela está sentindo e necessariamente aquilo não representa com exatidão o ocorrido. Claro que não apóio as pessoas que clamavam por justiça chamando o fulano de estuprador pois não é assim que as coisas devem funcionar no estado de direito. Mas ao mesmo tempo não me sinto no direito de menosprezar o barulho que elas estavam fazendo. A pobre escolha de palavras não invalida um protesto contra uma possível violência sexual ocorrida.
E ai vem o segundo ponto, a possível violência sexual. Eu não sei se aconteceu e na verdade ninguém sabe só vendo um vídeo em baixa resolução, filmado em modo “câmera noturna”. Mas eu sei que as pessoas, acreditando que a violência existiu, passaram a justificar com absurdos. Não era zoeira e sim tentativas de justificar mesmo. Eu zoei com o caso falando que se ser bolinado bêbado representa estupro então 4 mulheres ja haviam me estuprado. O que não é mentira mas eu sei que o peso disso para uma mulher é muito diferente que para um homem. Mas o caso é de gente falando que se ela aceitou ir para o programa e bebeu demais deveria saber que estava sujeita a isso. Gente que só faltou justificar por ela ser assanhada e estar dormindo de shorts, bem feito, em um quarto misto ela deveria estar usando um cinto de castidade.
Acho que é razoável supor que na vida das pessoas que bebem em festas e vez ou outra perde o controle e fica bebaçopode acontecer de você acordar ao lado de
uma mulher que você não sabe sequer o nome e realmente não saber sequer como foi parar ali. Só que eu só vi isso acontecer quando os dois estavam bêbados os dois sem controle e os dois a fim. Uma pessoa, seja homem ou mulher, esperar alguém ficar bêbado a ponto de apagar para tirar proveito é violência sexual, digno de uma pessoa torpe e provavelmente com problemas psiquiátricos ou psicológicos.
E agora até surgiu um texto ai falando que precisamos falar sobre estupro com nossos filhos pois não é algo fácil de definir. COMO ASSIM NÃO É FACIL DE DEFINIR?
Amiguinho, se você comeu a menina mesmo depois de ela falar que não, é estupro. Ela não precisa gritar e nem você ameaçar explicitamente. Basta ela dizer não. O ordenamento jurídico não é assim? Foda-se queridão, cadê seu bom senso?
Ah, mas as mulheres adoram dizer não, tirar sua mão de lá mas na verdade querendo
Cara, se você não tem discernimento para diferenciar um jogo de sedução de um não de verdade acho que você nem deveria ser sexualmente ativo, né? Na verdade nem deveria sair de casa.
Deixando claro, o problema aqui não é uma conversa séria entre pais e filhos ensinando respeito aos limites dos outros. É a dificuldade em definir o que é violência sexual. Adultos, teoricamente esclarecidos e bem educados, com dificuldades em entender esse conceito é algo realmente assustador e me faz pensar que ser uma mulher hoje em dia é viver em um eterno filme de suspense.


