Esse blog aqui ate parece blog de viagem mas não é. Ou é, já que gosto de viajar.
Mas enfim, essa é a segunda vez que venho a essa cidade e devo dizer que depois da primeira vez, a cidade não tem mais o mesmo encanto. Claro, continua sendo NYC, uma cidade cheia de atrações, gente diferente, sotaques e sabores… Mas sem a tal da magia. Nesse momento com essa cidade fresca na memória e Londres na memória mais distante devo dizer que a segunda esta melhor cotada entre as 2 grandes metrópoles anglófonas, apesar de toda a breguice de Londres, ou por causa dela. Apesar de que quando escrevi a respeito de Londres havia dito que eu curti mais NYC que Londres.
Fiquei apenas 3 noites, só queria dar uma passadinha, como se diz por aí. E sinto que foi o suficiente. Mas teve algumas surpresas interessantes também. Desses dias reservei um para passar no Brooklin e olha, que lugar bacana. É como entrar em outro mundo. Digo isso pelo seguinte: em Manhattan tudo é carnaval, superlativo, brilhante e multi-cultural. Sotaques de tudo quanto é lugar se mistura a idiomas e cheiros do mundo.
Isso é legal mas ao mesmo tempo te bloqueia de ver a outra face de Nova Iorque, a dos moradores, de gente que realmente esta lá para ficar e não apenas esta gastando um tempinho na cidade. O mais próximo disso em Manhattan é no Upper East e West side e claro no Bronx, ou seja, ao norte da ilha.
Já o Brooklin parece outro mundo do momento que você atravessou alguma das pontes.
Os fotógrafos são apenas alguns gatos pingados. Ali a cidade vota a ser dos moradores. Tudo que se ouve é inglês e claro a, por enquanto, segunda língua não oficial dos EUA, o espanhol.
Como me disseram, Manhattan é cidade cenográfica e Brooklin é vida real.
O Prospect Park é simplesmente incrível. Em alguns pontos deve ter cerca de 1km2 de nada além de gramado muito bem cuidado, onde mães e babas levam as crianças para brincar. Definitivamente seria próximo do parque que eu gostaria de morar. Outra coisa interessante do bairro é que não há uma Starbucks a cada esquina, pelo contrário, acho que não vi nenhuma por lá, apenas pequenos negócios de comerciantes locais, o que te da a chance de provar algo diferente. Que pode ser ruim ou bom, mas isso não é uma das coisas mais importantes de uma viagem?
Para chegar lá você pega o metrô e desce no City Hall, varias linhas param por ali, é só escolher uma.
Cheguei em Nova Iorque via Newark, NJ e de lá até Manhattan é super fácil. Em Newark Liberty você pega o Airtrain até a estação de trem do aeroporto e pega um trem até a Penn Station (34st). Nisso morre 15 dolares, o que é bem mais barato que o taxi (que fica em torno de 70 dolares + gorjeta) e aparentemente mais simples que os ônibus (também 15 dolares para Manhattan, com paradas na frente ao aeroporto). Mas atenção: não é um trem exclusivo que serve ao aeroporto e sim um trem normal, portanto, se você dormir no ponto pode acordar na Philadelphia ou Jersey upstate.
Em relação a hotel dessa vez fiquei no Hilton Garden Inn Chelsea e devo dizer que foi a melhor decisão em relação a hotel que tive em anos. Hoteis em Manhattan são verdadeiros assaltos consentidos.
Um hotel excelente em Chelsea, na 28st com metrô a poucos metros e a um preço, se não baratinho, com uma boa relação custo-beneficio. Eu inicialmente ficaria no “The Jane“, um hotel hype as beiras do Hudson cujos quartos são minúsculos e banheiro dividido. Mas custa 99 dolares a noite, algo barato para a região. Levando em conta os reviews no Tripadvisor era um
bom negócio. Uma semana antes da viagem, por curiosidade, dei uma olhada em outro site de reservas de hotel, o venere.com e surgiu na lista esse hotel da rede Hilton por 129 dolares a noite. Sim, 29% mais caro mas um hotel que você sabe que tem um certo nível de conforto garantido e banheiro no quarto… 95% de reviews positivos. Não pensei muito. Paguei antecipado e fiz a reserva.
Quarto grande (padrão de business hotel americano), cama confortavel e ótimo banheiro. Mas o que me ganhou foi o fato de eu estar as 8:00 no hotel e eles terem arrumado um quarto. Depois de 9 horas de vôo (e varias outras horas em aeroportos), filas e tudo mais isso é algo simplesmente sem preço.
ATENÇÃO: Quando pesquisar hotel nos EUA fique atento que os preços apresentados não apresentam os impostos cobrados. Por exemplo para Nova Iorque você deve adicionar sempre 14.75% de impostos mais a taxa diaria da cidade. Os impostos variam de cidade para cidade.
Proximo, além do metrô, varios restaurantes, “grab and go” e um supermercado Whole Foods Market. Como o quarto tinha microondas (além de maquina de café) isso ajuda e muito a fazer economia por lá.
Esta a fim de fazer compras mas esta sem paciencia para ir nos outlets de NJ? Pega a Broadway e segue ate downtown… varias lojas vendem artigos com preços bem interessantes. Se estiver com preguiça de andar, pega o metrô e desce em Canal St.
A fim de beber uma cerveja longe dos turistas e da algazarra? Proximo a NYU há varios bares e cafés interessantes frequentado pelos universitários e o pessoal que mora lá. O mais fácil é pegar o metrô e descer na Union Square e ir andando sentido downtown, explorando as ruas. Mas você também pode se concentrar na University Place caso seu lance não seja ficar explorando ruazinhas desconhecidas.
Bom, não vou falar das atrações turísticas pois acho que não fui em nenhuma além do MoMA dessa vez. Então termino por aqui, sendo o proximo para falar do meu retorno a Paris e minhas impressões da cidade, ja que o “impacto inicial” se foi. E depois a “novidade” da viagem, Estocolmo.

Brooklin Public Library (free wifi!!!)
Qualquer coisa que queira saber que não cobri no texto… é só perguntar usando o formulário de comentários do post!





