Ontem, 21 de novembro, foi anunciado oficialmente o lineup e os preços do festival Lollapalooza 2012, que acontecerá em abril no Jockey Club de São Paulo.
Tendo como principais atrações Foo Fighters, Arctic Monkeys e Crystal Method (esse ultimo só eu considero principal atração, mas ok) o preço dos ingressos serão R$500,00 inteira e R$250,00 meia entrada. Preços esses que causaram uma onda de indignação nas redes sociais. “Oh que absurdo”, ”no Chile é metade do preço” e outros argumentos permeavam as discussões.
Mas por que custa tão caro no Brasil? Tenho cá minhas teorias como por exemplo o espaço utilizado. Alugar o Jockey não deve ser nem um pouco barato e temos mania de achar que festival tem que ser no meio da cidade em vez dos arredores. Afinal sempre é possível saturar um pouco mais a cidade.
Um outro ponto é a meia entrada. Sério, meia entrada é uma palhaçada, uma falácia. Não existe meia entrada. A pessoa não está pagando o preço “ficcional” cheio mas nos cálculos dos organizadores eles já contam com a meia entrada e fazem o precificação geral mais alta para que eles não tenham prejuízo. A meia entrada é ficção, simples assim.
Mas acho que o fator mais importante que os organizadores usam para fechar o preço de um ingresso é o seguinte: TEM QUEM COMPRE, NÃO IMPORTA O QUÃO CARO SEJA. E se tem quem compre, por que vou baixar minha margem de lucro?
Essa é a mesma lógica usada pela industria automobilística, alias por qualquer industria: oferta e demanda. Se uma empresa X consegue produzir um carro e coloca-lo em uma concessionária por, digamos, R$20.000,00 e consegue vender por R$40.000,00, por que não o fazer? Quem em sã consciência dispensaria uma gorda margem de lucro?
Mas voltando ao festival, apesar da onda de revolta que assolou as redes sociais às 00:01 de hoje o site para vendas de ingressos estava com problemas para atender a demanda. Veja bem, para um festival que vai acontecer somente daqui 5 meses, no primeiro minuto em que as vendas de ingressos estava disponível, o sistema caiu por excesso de demanda.
Quando o Perry Farell deixou implícito que somos um pais de caipiras em relação a festivais até que não estava tão errado.


