Um dos filmes que estava mais ansioso para assistir esse ano provou que valeu a pena a espera. Planeta dos Macacos – A Origem é um filme excelente.
Mas antes acho que cabe uma pequena introdução aqui. Isso por que se você não tiver noção do que se trata o filme pode soar um tanto cômico (macacos me mordam!). A prova disso era a Duda Lima, do Chicclete, que estava do meu lado gargalhando copiosamente enquanto eu estava tenso, na ponta da cadeira, pelos acontecimentos do filme.
Continuando…
O filme conta a história de Caesar, o primeiro Chimpanzé a se levantar contra os humanos. Ele é filho da engenharia genética, dotado de inteligência muito acima do comum. Na verdade um acidente da engenharia genética. Ele é o filhote de uma chimpanzé que estava sendo tratada com uma terapia genética para a cura do Alzheimer. Então Caesar não se torna inteligente, ele nasce com a capacidade de se tornar inteligente, assim como uma criança humana. E crescendo em um ambiente que o estimula a aprender, conviver com os humanos, “os conhecer” o torna no mínimo tão inteligente quando uma pessoa mediana.
A partir dai ele tomar consciência que ele não é um igual e sim um mascote é um pulo. E claro ter conhecimento dessa condição não deve ser nem um pouco agradável ele, afinal mais do a inteligência o que o “motiva” é a consciência de sua situação.
Mas até ai Caesar não tinha tido contado com outros símios, sempre conviveu com humanos. Até que, devido a um incidente violento, em que na verdade ele estava defendendo um humano da bestialidade de outro, é mandado para um abrigo de animais, onde ele passa a conviver com outros chimpanzés, orangotangos e babuínos. No começo hostilizado, afinal já havia um líder ali, depois se tornando seu líder e general. Aqui vemos o quão inteligente é o protagonista dessa historia, forjando alianças para subjugar inimigos e mais ainda, depois tornando esses inimigos em aliados. Com o passar do tempo você nota a evolução de Caesar até que no fim você já o vê andando quase ereto, com uma postura mais humana. Raramente o nome de um personagem cai tão bem.
Claro que no filme há o cientista bonzinho que tentando ser legal faz besteira, o empresário inescrupuloso. O interesse romântico que existe na trama só porque faz parte do curso de roteiro. Mas há soluções bem criativas, como o que eles deram para o futuro extermínio da humanidade (e um belo gancho para uma continuação). O que acaba levando os macacos ao domínio visto no filme Planeta dos Macacos.
Os animais, criados pela Weta, são simplesmente mais reais que os vistos no National Geographic e o Andy Serkis, o homem por trás do macaco, consegue misturar momentos animalescos com outros que você simplesmente se sente desconfortável com a “humanidade” de Caesar. Alias essa não é a primeira vez que ele empresa seus movimentos e feições para um macaco. Ele também foi King Kong no filme homônimo de Peter Jackson.
Já o James Franco fica o filme inteiro com cara de pequeno Goblin que perdeu o pai enquanto o John Lithgow consegue com um olhar passar mais emoção que a o par romântico do filho.
Não é a toa que a segunda parte do filme é a melhor, onde o foco são os macacos.
Enfim, é um excelente filme que vale a pena assistir. Talvez assistir Planeta dos Macacos (o original ou a versão) antes para entrar no clima seja uma boa ideia.
Para ir se aquecendo…
Planeta dos Macacos 1968
E por fim, Planeta dos Macacos 2001
